Čao Laru lança clipe de “Triste, Louca ou Má”

A direção do vídeo é da cineasta Carol Borges

Assista ao clipe:

Uma semana depois de lançar em todas as plataformas digitais a sua versão para “Triste, Louca ou Má”, a Čao Laru apresenta o clipe da faixa nesta quinta, 02. O vídeo é dirigido pela cineasta Carol Borges, habitual parceira da banda em projetos audiovisuais. Segundo ela, o conceito do vídeo foi criado a partir de conversas com a banda e, claro, partindo das ideias de liberdade que a música da Francisco El Hombre propõe.

“A Nica [Nicolle Bello, compositora e vocalista da banda] trouxe uma ideia de trabalhar com as frutas, que seria o desfrutar-se né? Então pensamos em tudo em cima disso: que a mulher, ainda hoje em dia, tem um processo muito mais fechado que o homem de conhecer a si, existe todo um tabu por cima disso. Tentamos trazer para as imagens como que às vezes se auto conhecer vira tipo um ritual por conta da sociedade em que a gente vive que nos instrui e nos coloca regras. A música fala sobre libertar-se, e se libertando a gente foi encontrando os caminhos para a gravação”, conta.

E não foi um caminho fácil: Carol teve que lidar com diversos imprevistos durante o processo de gravação do clipe. ” Tínhamos combinado de gravar duas semanas antes, mas a equipe toda se contaminou com COVID-19 e ficamos um bom tempo parados até todos ficarem saudáveis novamente para retomamos. Ficou muito pra cima da hora, a gente tinha exatamente dois dias para fazer acontecer. Nesse tempo de seca, a paisagem que tínhamos escolhido tinha mudado bastante, o riacho tava seco, a plantação tava um pouco morta e começamos a adaptar muitas coisas e escolher novos lugares. Mas toda a equipe estava super animada, a gente foi de câmera para alpinista em pouco tempo hahaha, mas tudo deu bastante certo, além de conhecermos novas paisagens por aí, algo que nos deixou bastante contentes também. Nossa atriz, a Júlia nunca tinha participado de uma gravação antes, no fim de tudo ela tava super feliz e agradecida pela experiência, que também foi um processo de libertação e aceitação para ela. Eu achei esse ponto muito interessante”, recorda a diretora.

Mais do que tentar criar imagens que traduzissem a mensagem da música, Carol diz a busca foi por passar esse recado de maneira metafórica. “A cinematografia nada mais é que uma projeção da mensagem. A expressão da atriz traz consigo a capacidade de interpretação do que aquilo ali representa. Então, o alimento não é apenas uma fruta, a maneira como ela degusta e toca esse alimento é uma forma de auto cuidado e de auto amor. Lavar uma roupa com a expressão que ela carrega, não é apenas lavar uma roupa. É ter que se limpar e se esconder por conta de regras que nos são impostas. Vestir uma roupa diferente não é só vestir uma roupa diferente, é a liberdade de poder ser quem você é. Todos esses caminhos foram construídos”, finaliza.

Sobre a versão

A ideia de fazer uma versão de “Triste, Louca ou Má” surgiu durante as preparações do festival Libre, série de lives que a Čao Laru apresentou em junho. Uma das convidadas foi a cantora e compositora Ju Strassacapa, da Francisco el Hombre, que sugeriu a canção para o momento em que ela e a banda dividem o palco. “Depois que o pessoal da Difusa escutou a nossa interpretação, eles nos perguntaram: “porque vocês não gravam essa música? Ficou muito linda essa a versão!”, conta Noubar Sarkissian (voz e sanfona).

O arranjo criado pela Čao Laru traz um trecho da letra cantada em francês, uma adaptação feita por Léa Duez (voz e flauta). Além disso, o grupo encontrou uma levada mais próxima do afoxé, fruto do tempero nordestino de Edson Silva, o Edinho (percussão e dança). “E há também a presença dos sopros. Na nossa história, a gente sempre trabalhou com muitos instrumentos, e neste momento da banda, há muitos sopros, então trouxemos 2 clarinetes e 2 flautas para esta versão”, explica Noubar.

Ao revisitar uma canção cuja autoria não é da própria banda, a Čao Laru se conecta aos primórdios da banda. “Fazer versões é uma coisa que existia muito no começo da nossa trajetória, mas aos poucos fomos tendo mais e mais compositores dentro da banda, e menos espaço para versões. Mas no caso de “Triste, Louca ou Má”, eu considero como um presente. A Ju e a Francisco são referências pra gente, artistas nos quais a gente se inspira desde o começo. E é uma oportunidade de levar essa música para outros lugares, colaborando para que ela alcance ainda mais gente, de outras línguas e países. Porque a música tem uma mensagem na qual a gente acredita muito”, finaliza.

Além de Noubar, Léa e Edinho, a Čao Laru é formada por Pedro Destro (baixo), Nicole Bello (voz) e Joel Rocha (guitarra e percussão). Atualmente, o grupo está em turnê pela Europa, com shows em Portugal, Espanha, Suíça e França.

Čao Laru – Triste, Louca ou Má [clipe]

02/09 no youtube.com/caolaru

Nicolle Bello – voz

Léa-Katharina Duez – voz e flauta

Pedro Destro – baixo elétrico

Joel Rocha – guitarra, bandolim e flauta

Noubar Sarkissian – sanfona e clarinete

Edson Silva – bateria, percussões e clarinete

Adaptação da letra em francês: Léa-Katharina Duez

Produção Executiva: Difusa Fronteira

Assessoria de Imprensa: Eduardo Lemos

Captação, Mix e Master: Otávio Carvalho

Direção do Clipe: Carol Borges

Distribuição: Olga Music

Ouça a faixa: https://ada.lnk.to/tristeloucaouma/

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